23 setembro, 2009

GUERRA E PAZ - LXV

"Natacha não sabia nem acreditaria nisso, mas debaixo daquele estrato de lodo que lhe cobria a alma e lhe parecia impenetrável já brotavam as hastes finas e tenras de erva que deveriam crescer e tapar com os seus rebentos vivos a desgraça que a esmagava, de tal maneira que em breve a tornaria imperceptível. A ferida estava a sarar por dentro."

Em 1879, o alemão Wundt cria o primeiro laboratório de psicologia com o objectivo de investigar a consciência humana. O seu trabalho foi louvável, aliás, tudo na ciência é louvável.
Mas eu antes queria um fotógrafo que me pudesse fotografar este pedaço de prosa.

4 comentários:

Micha disse...

acho que tem alguem porai nos ponteiros que poderia muito bem ser este 'fotografo' :)

JCM disse...

Zé, nem tudo na ciência me parece louvável. Depois, explorar a consciência pode levar a coisas muito, mas mesmo muito, desagradáveis. O tempo não está para louvores...

Anónimo disse...

Não quero de maneira alguma ofender o José Ricardo na alusão que vou fazer, pois tenho a consciência de que também reprovará o que aconteceu.

Nem tudo na ciência é louvável, basta para isso nos lembrarmos de um nome atroz para a ciência, Joseph Mengel.

Luis

José Ricardo Costa disse...

Eu não sou de ficar ofendido facilmente...

Obviamente que, ao falar aqui em ciência, penso-a dentro dos limites do socialmente razoável.

JR