21 setembro, 2009

GUERRA E PAZ - LXIII

Munch, Morte no Quarto do Doente

"Quando o corpo [de Andrei] já lavado, vestido e metido no caixão foi colocado em cima da mesa, vieram todos dizer-lhe o último adeus e todos choravam.
Nikóluchka chorava por causa da dolorosa perplexidade que lhe rasgava o coração. A condessa e Sónia choravam por pena de Natacha e porque ele já não existia. O velho conde chorava, porque sabia que em breve seria a sua vez de dar o mesmo passo terrível.
Agora também Natacha e a princesa Mária choravam, mas não por causa da sua desgraça pessoal; choravam, porque o mistério simples e solene da morte que se cumpriu diante delas lhes inundava as almas."

Como bem se vê, Andrei, apesar de rodeado de familiares e amigos, morreu absolutamente sozinho.

2 comentários:

VNI disse...

Não há solidão mais profunda e execrável do que a da morte. Tudo, de repente se cala e não há sentido para nada. É uma solidão majestosa que ninguém pode preencher e muitos nós que ficarão para sempre por desatar.

Alice N. disse...

Morre sozinho quem viveu absolutamente sozinho.