14 setembro, 2009

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Esta ou este atleta sul-african@ representa uma esperança para a humanidade. Um possível futuro sem homens nem mulheres, apenas reduzido a seres humanos hermafroditas pode, e de que maneira, contribuir para facilitar muita coisa.

1. Resolve-se o problema das quotas.
2. Acaba-se com aquele disparate politicamente correcto, e que afecta uma certa esquerda, de começar todos os discursos por "companheiras e companheiros", "trabalhadoras e trabalhadores", "portuguesas e portugueses".
3. Acaba-se com o problema da música pimba que no fundo não passa de cantores excitados a falarem de mulheres e de cantoras excitadas a falarem de homens, o que não deixa de ser desagradável e algo incomodativo.
4. O mundo islâmico levaria uma volta de 360 graus.
5. Acabava-se com o drama das casas de banho para homens e das casas de banho para mulheres, acabando ainda com um dos grandes enigmas da humanidade que é as mulheres irem juntas à casa de banho.
6. Também as fracturantes questões dos casamentos homossexuais e adopção de crianças por homossexuais, deixarão de fazer sentido. Num mundo hermafrodita, a própria noção de homossexualidade deixaria de fazer sentido.
7. Acaba-se com a praga do strip-tease nos encontros de motards. Não faz qualquer sentido imaginar hermafroditas excitados ao verem outr@ hermafrodita despir-se.
8. Deixa de haver mulheres como Edite Estrela.
9. Os actuais homens deixam de ouvir as actuais mulheres sempre que chegam a casa perdidos de bêbedos depois de uma noitada com os amigos.
10. As actuais mulheres poderão finalmente ser ordenadas padres, pois deixa de haver padres homens o que, diga-se de passagem, para alguns destes poderá também representar um enorme alívio.

4 comentários:

Alice N. disse...

Genial!
:))

disse...

Tenho dificuldade em imaginar o drama que a aquela pessoa está a viver e continuará a viver pela vida fora, com a sua identidade destruída. E todo o mundo a saber disso. Por isso me custa ver o talento do Zé Ricardo desperdiçado a troçar dela, pessoa humana, e de outras pessoas com problemas idênticos. Como dizia a minha avó, "com coisas sérias não se brinca."

José Ricardo Costa disse...

Caro Cipriano, eu não consigo entender como poderei estar a troçar dela. Eu nem dela falo. Parto dela, sim, mas para brincar com o resto. Estou a falar do hermafroditismo em abstracto, não do drama pessoal de uma atleta X que, em virtude desse problema, está em risco de perder uma medalha Y.

JR

disse...

Olá. Talvez eu me tenha precipitado nas conclusões. Lembro só que a "atleta X" não está em risco de perder "a medalha Y". Perdeu a sua identidade, sexual e humana. Terá descoberto que 'eu não sou mais eu'. Se os problemas de identidade são frequentemente assustadores para o cidadão comum, o que não serão para uma jovem que deixa de ser mulher sem por tal passar a homem. Boa matéria de reflexão para um filósofo, acho eu.
Um abraço.