11 agosto, 2009

RAQUETES DE PRAIA

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Jogar raquetes é um dos meus passatempos preferidos na praia.
Trata-se de uma actividade eminentemente política. Em todos os jogos, do andebol à natação, passando pela bisca de nove, há vencedores e vencidos. O sucesso de uns é feito à custa do insucesso dos outros. Ora, nas raquetas de praia, um jogador só consegue jogar bem se outro também jogar. Se um deles joga mal o outro não consegue jogar. O prazer de um implica o prazer do outro, o sucesso de um só é possível graças ao sucesso do outro.

A sociedade ideal seria como as raquetes de praia. Infelizmente, tal sociedade não é possível. E, quando tentaram venderam essa ilusão, o que acabou por se comprar foram alguns dos maiores pesadelos da História.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sou um antropólogo esquecido e reles.Não me lembro da cultura, do povo (?)que, quando "recebeu" o futebol, não concebia que um jogo terminasse com um vencedor, só podia acabar na situação de empatado. Isso acontece milhões de vezes no campeonato português, mas por outras razões, muito menos filosóficas.
JCL

José Ricardo Costa disse...

São os chamados "empata-jogos"...

JR