30 agosto, 2009

O CEREJAL


Carolina Patrocínio, uma pobre palerma que representa a moderna e irreverente juventude que se baba perante a modernidade do magnífico engenheiro, depois de fustigada na blogoesfera, aparece hoje no Sobe e Desce do PÚBLICO. Ficou proibida de dar entrevistas depois de ter dito que só come cerejas se forem descascadas pela empregada e que não se importa de fazer batota para ganhar. Eu entendo que os censores do PS queiram amordaçar a rapariga. Com uma vida mental de alguém que parece ter sido sujeito a uma grave lobotomia e com revelações giras, irreverentes e modernas como aquelas, acaba por simbolizar bem o tipo de juventude que está a ser laboratorialmente produzida na escola pública portuguesa.

De facto, o que a actual escola pública anda a ensinar às criancinhas do Portugal socrático, é o seguinte:
1. Que podem fazer batota à vontade para atingirem os seus objectivos.
2. Que não precisam de se esforçar muito pois terão sempre uma empregada para lhes descascar as cerejas.

Mas enganam-se. Já será tarde demais quando perceberem que, afinal, serão elas as empregadas que irão descascar as cerejas das carolinas patrocínios deste país.

10 comentários:

Margarida disse...

Penaliza-me dizer coisas menos agradáveis seja sobre quem for, mas é facto que esta 'piquena' me irrita sobremaneira.
Não simpatizar com ela nem é de agora; coisas, pronto.
Aquele riso tonto, junto com a promoção toda relativamente a algo tão vácuo como é a sua 'carreira', e agora isto!
Credo!
Mas tá bem.
Estão bem uns para os outros.
"Mandatária" para a juventude, ó céus...
:(

zemanel disse...

um post...sem espinhas!

Anónimo disse...

Desafio lançado no Delito de Opinião.

PC

estela disse...

ou eu me engano muito ou a menina queria dizer que as cerejas que come,já vêm sem caroço... porque descascar cerejas é um hábito ainda mais estranho para mim, do que descaroçá-las (mesmo que seja a desgraçada da empregada a fayê-lo)... mas, valha-nos deus... quem não tira os caroços à vida, não lhe conhece os verbos ;)

Anónimo disse...

Nem Mais! Subscrevo. Não conhecia o Blogue, vim até cá através do "Criativemo-nos" da Margarida. Oportuno Post.
P.Rufino

José Borges disse...

Estas pessoas nascem onde?

Tenho uma amiga que estava a fazer um estágio numa famosa sociedade de advogados e ia com uma colega da católica a entrar no elevador e perguntou a um estafeta que estava a entrar no prédio se ia subir. A parvalhona da tipa da católica virou-se para a minha colega e disse-lhe: 'Olhe, desculpe, essa gente não anda connosco nos elevadores. Eles tem as escadas que são de serviço. O que é que lhe passou pela cabeça para o convidar?'.

Não é de pegar nessas cabeças sebosas cheias de cáca e prega-las contra uma parede até aquilo começar a funcionar?

Austeriana disse...

Não sabia que a miúda tinha ficado proibida de dar entrevistas, mas a proibição peca por tardia, porque da escolha (mesmo que agora com mordaça) permanece o "raw model" que estes senhores querem para a juventude portuguesa: alguém completamente deslumbrado consigo próprio, sem pingo de inteligência e que faz os possíveis e impossíveis por dar nas vistas pelas piores razões. No Facebook, já foi criado um grupo a favor da empregada desta miúda. Subscrevi-o.

addiragram disse...

O título não poderia ter sido melhor escolhido, é mesmo a cereja no topo do bolo!
Quanto às carolinas desta terra, elas são cada vez mais...

Mateso disse...

é o que se pode dizer...um posto sem "caroço". Helás!

Ricardo disse...

Não tenho quem mo faça e dispensava-o, mas imagino aqui um contexto de 'empregada que provavelmente já fez o mesmo à mãe Patrocínio e está lá em casa há uma porrada de anos, funcionando quase como segunda mãe, e que até faz isso com gosto e carinho' (a senhora já se pronunciou?).
Permita-me: generalizar este episódio, quem sabe comum num estrato ínfimo-minoritário, é distorcido e mal intencionado. Escola pública? Foi a única que conheci, é outra coisa, é má há carradas de anos e não vem mesmo nada ao caso.