13 agosto, 2009

DE SÚBITO

Não cheiram a mar
as tardes de Agosto.

O perfume que sai das algas
e entra nos búzios
cresce e desaparece cedo.

No exacto momento em que,
ao longe,
se vêem, de súbito, as velas negras
que Teseu se esquecera de trocar.

2 comentários:

estela disse...

sim!

disse...

Gosto muito dos teus poemas. Lembram-me Sophia.