22 julho, 2009

PICASSO


Antigamente, era bastante frequente ouvir a expressão "quadro à Picasso", quando alguém se referia a um quadro cuja linguagem fosse complicada e onde faltasse a beleza, o equilíbrio, a harmonia, a inteligibilidade da arte clássica.

Uma expressão que não esconde uma certa ingenuidade no modo como se vê a arte moderna. Mas, provavelmente, não será só a arte moderna que será "à Picasso". O próprio mundo também será um pouco "à Picasso", parecido com o modo como Picasso o pintou. Dizia ele que não pintava o que via mas o que pensava. Não acredito. Isso dizia ele para disfarçar. Estou certo de que pintava mesmo o que os seus olhos viam.

3 comentários:

jl disse...

Eu parece-me compreender, e melhor que eu compreenderá o filósofo: não creio que haja contradição nos termos. Quer um (pintor), quer o outro (filósofo) dizem a mesma coisa...
Ou não será?

Mafalda disse...

Diz-se que os artistas têm alma de criança e as crianças nunca mentem.

Ega disse...

Por acaso até nem sou muito apreciador de Picasso.

Mas, mesmo assim, fiquei abismado quando há uns meses pude contemplar o Guernica no Rainha Sofia em Madrid.

A obra logo pelo tamanho impressiona. Mas o que nos fica é a força e magnitude com que pintou o horror da guerra. É, aliás, uma das melhores expressões artísticas da guerra.