19 julho, 2009

FILOSOFIA DA HISTÓRIA



A primeira imagem (amboas tiradas daqui) é ainda anterior ao 25 de Abril. Estávamos, portanto, a viver o fascismo. A segunda imagem foi publicada em pleno Verão Quente de 1975, no momento em que Portugal procurava uma via revolucionária para o socialismo.
A História pode oscilar entre o fascismo e o socialismo. Mas isso não passa de um mero e irrelevante pormenor sem importância. Revoluções, ditaduras, golpes de estado, esquerda, direita. Que valor tem isso? O mais importante nunca muda. Podem mexer nas nossas ideias. Mudá-las, transformá-las, controlá-las. Mas as ideias não passam de abstracções dentro da nossa cabeça. O importante da cabeça está na parte da fora. Não há nenhum Salazar ou Caetano, não há nenhum Cunhal ou Otelo que valham um cabelo sedoso e saudável.

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Cheguei aqui "pela mão" do Pedro Correia e gostei do que vi e li. Convido-vos a passar pelo meu Rochedo que, por estes dias, também anda numa de revivalismo musical.

Ivone Costa disse...

Obrigado, CBO, pelas palavras e pelo convite. Agradecemos o convite para passar pelo Rochedo, mas já vem tarde. Já lá tínhamos passado e muitas vezes. Temos tendência para descobrir a qualidade. Noo meu caso, infelizmente, isso inclui sapatos e outras coisa fúteis a olhos masculinos.

Ivone Costa