15 julho, 2009

DE PROFUNDIS

Não agarres as minhas palavras:
elas calam-se nas tuas mãos.

Não me esperes:
eu nunca regresso.

Se me quiseres, espera que a noite caia
e vai buscar-me ao fundo da escada por onde desci.

Segue o rasto do meu perfume
preso na écharpe de seda
caída no chão.

3 comentários:

disse...

Gosto muito. Sem fingimentos: nós - tu e eu - não somos dessas coisas. Zé

Micha disse...

Gosto imenso da 'visualidade' que seus poemas exalam. Lindo Ivone!

Ivone Costa disse...

Obrigada, Zé. Não somos mesmo.

Micha, também não era necessário tamanho agradecimento ... eu já vou postá-lo ...

Ivone