26 junho, 2009

RUAS DA MINHA CIDADE

Sabe o estimado leitor o que é o TUT? Pois se não sabe, eu passo a explicar: Transportes Urbanos Torrejanos.
Hoje tinha um sem número de voltas a dar e não iria ter o carro disponível. Torres Novas, como qualquer cidade que se preze, tem subidas e descidas e os meus sapatinhos não apreciam muito essas irregularidades urbanas.
Ontem à noite, estivemos a ver percursos do TUT. Aquilo é a linha azul, é a linha verde, é a linha lilás, é a linha amarela, é a linha vermelha. Um esplendor que nem o Metro de Londres.
Chegada à cidade há meia dúzia de meses, ainda pensei que me iria perder no meio de tanto percurso possível. Nada disso: o motorista, explica, aconselha, um luxo. Correu-me lindamente a manhã.
Grande instituição o TUT. Quem queira dar umas voltas ao acaso pela cidade, é só andar de linha em linha: um passeio interessantíssimo.
Entretanto decidi: vou comprar um passe, mesmo que só ande uma vez por mês. É a minha contribuição cívica: eu esqueço-me de separar o lixo e nem me lembro de que existem vidrões, papelões e afins e, muito honestamente, não estou nada preocupada com os animais em vias de extinção. Em vias de extensão estão pessoas com o meu temperamento e ninguém se preocupa connosco.
Da parte da tarde, precisei de ir aos Correios. De TUT, pois claro. Mas decidi ir em grande estilo: agarrei na Teoría del fragmento que estava aqui à mão. Sentei-me a folheá-la enquanto o autocarro não chegava. Atenção: não era a Ivone quem esperava um autocarro junto à Artur Gonçalves, era Mrs. de Correia Costa que, britishmente, esperava o bus em Russel Square.
E lá fui à minha vida. O rádio do autocarro tocava qualquer coisa, mas dentro da minha cabeça soava a letra de Joaquim Pessoa Ruas da minha cidade/Aonde eu quero morrer.

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