26 junho, 2009

PARAGEM DE AUTOCARRO

A estimada Adília vai entrar em ebulição com este meu post. Há dias o Zé Ricardo escrevia sobre a imagem desagradável de uma mulher que c0nduzia com um cigarro na mão que agarrava o volante e com o telemóvel colado ao ouvido. Declaro já aqui aos costumes para que fique lavrado nos autos que sou infinitamenete mais misógina do que o Zé Ricardo.

Ora bem, hoje, esperando eu o TUT, vi uma imagem de uma fealdade atroz. Uma mulher conduzia com um cigarro pendurado ao canto da boca. Não era só por conduzir assim. Uma mulher, de cigarro pendurado ao canto da boca, é feia. Mais feia ainda do que a ministra de Educação, mesmo sem cigarro.

Estas coisas da estética, do belo, do sublime, eu nem me devia meter por elas que não são do meu departamento. Eu sou uma pobrezinha que sabe umas literaturices, uma complicações de gramática, um latim que me fez pragmática e maçadora, um grego que me tornou num bicho raro.

Eu acho que o belo é um valor em si. Que algo pode ser mau, mas ser belo. Como escrevia, por exemplo, Vergílio Ferreira, "os olhos de uma criança assassina".

Acho que há uma natureza masculina e uma natureza feminina. Uma não é melhor nem pior de que a outra, são diferentes. E que a cada uma dessas naturezas estão associados gestos que podem ser belos nuns, horríveis noutros. Exemplo: um homem, numa esplanada, sentado displicentemente, com uma perna para cada lado, está bem. Uma mulher, em semelhante displicência, fica com um arzinho de trottoir ...

Uma mulher de cigarro pendurado ao canto da boca é uma imagem execrável, horrível.

Vamos lá ver imagens.

Isto é bonito:

Isto é feio: (e procurei a imagem à pressa, deve haver pior)


2 comentários:

Rui disse...

Ivone,
Dou-lhe toda a razão.
Mas atrevo-me a perguntar: não fez um bocadinho de batota nas fotos?
É que o Camus podia ter a figura que tivesse: é certo que nunca deixei de ser seu leitor absolutamente fiel e ávido, e de ter uma admiração profunda pela sua vida, mas, para mim, ele revelou sempre, e revela aqui, uma beleza imoderada.

Já agora: parabéns por este excelente, excelente blog!

Ivone Costa disse...

Caro Rui

Pois é claro que fiz batota, mas nunca ouviu dizer "Do mar todo o sal, da mulher todo o mal."

Obrigada

Ivone