21 junho, 2009

PARA AQUÉM DO BEM E DO MAL



Eu cá organizava um congresso de filosofia dedicado à distinção entre o bem e o mal, no fim do qual um filósofo-secretário escreveria uma acta onde ficaria registada essa distinção. Como tal acta seria impossível em virtude de os filósofos não se entenderem acerca da distinção, estes seriam todos considerados ininputáveis e, como tal, poderiam cometer crimes sem qualquer pena de prisão. É por isso que Althusser, quando matou a mulher, não cometeu qualquer crime. Foi, digamos assim, um simples exercício filosófico.

1 comentário:

addiragram disse...

E o que mais me angustia relativamente a este tema é que, muito precocemente, podem ser detectados indícios de perturbações graves da personalidade que poderão evoluir para patologias dessa natureza e na nossa política de saúde mental medica-se cada vez mais e trata-se cada vez menos. O futuro trará seguramente maior número de casos desses.