10 junho, 2009

O PODER

Dizia Martim Avillez Figueiredo no i que "há uma grande conclusão a retirar destas eleições: o poder não é eterno."

Roma caiu no séc. V. O império romano do Oriente caiu no séc. XV. Maria Stuart, Carlos I e Luís XVI ficaram sem cabeça. Robespierre também. Hitler, führer de uma Alemanha que iria comandar o mundo até ao fim dos tempos, não durou mais do que uns anitos. Marcello Caetano foi de chaimite para o Brasil.

Como é possível achar que estas eleições ensinaram o que quer que fosse sobre a não eternidade do poder? Sócrates, esse pobre diabo da democracia portuguesa, esse vendedor de magalhães e especialista em inglês técnico, servirá alguma vez de exemplo para uma aula de História ou de Filosofia Política?

1 comentário:

República dos Bananas disse...

O Sócrates não aprendeu nada, mas também nenhum outro partido aprendeu nada. Na verdade eles até são bem amigos e nesses 35 anos ditos de democracia, eles aprenderam a enter-se naquilo que lhes interessa...dinheiro...não tiveram dificuldade nenhuma em se entenderem para aprovar a lei do financiamento partidário! Felizmente o PR estava atento e não deixou passar, mas neste tempo em que era preciso arranjar uma nova maneira de fazer política, pois poucos são os que ainda acreditam nesta democracia, nada mudou...a discussão resume-se a quem perdeu, quem ganhou quem cresceu, legitimidade para governar, moção de censura...nada, mas nada que faça inverter esta tendência de abstenção e que sirva para dar às pessoas alguma confiança nas instituições democráticas...por este andar, lá virá o tempo em que os deputados serão os únicos a votar...se isso acontecer, vão continuar a discutir quem ganhou, quem perdeu....quem subiu, etc, esquecendo-se que foram eles a votar neles próprios :-(