30 junho, 2009

METAFÍSICA DO ESQUECIMENTO

A Revolução Francesa continua a fazer os seus estragos. Para um revolucionário, não há inimigo mais difícil do que o passado. Ninguém consegue matar uma coisa que já está morta. A única arma que a pode matar é o esquecimento.

2 comentários:

Ega disse...

E esquecer é ser condenado a repetir...

José Borges disse...

Eu, não sei, mas acho que a retirada dos títulos é positiva. Da mesma maneira que fizeram bem em remover as estátuas do Franco que havia nalgumas cidades (lembro-me de ver uma gigantesca em Ferrol, onde nasceu, coisa que na altura muito me chocou) e mudar alguma da toponímia que lhe estava relacionada. É que Franco não morreu, nem pouco mais ou menos, ele está tão presente quanto poderia estar. E é precisamente por Franco não ter morrido que, não reescrevendo a história (porque não me parece ser isso que está aqui a acontecer), estamos a escreve-la em primeira mão corrigindo alguns erros do passado. Como é óbvio Franco não pode figurar como alcaide honorário ou filho adoptivo de uma Madrid democrática.