16 junho, 2009

ESPORTE

Goya, Capricho nº39

A pertinência deste post confirma ainda mais a minha apreensão.
Eu já aprendi a aceitar ter cada vez mais alunos que não sabem ler nem escrever, apesar de muitos terem 12 e 13 a Português, passando-se o mesmo nas outras disciplinas. Estou velho, mas ainda tenho capacidade para me adaptar a este moderno modelo de escola e de educação tão acarinhado pelos cientistas da educação e muitos professores.

O que para mim já será difícil aceitar é o facto de os alunos, quando me entregam trabalhos (que eu finjo levar a sério, enfim...) já nem sequer terem capacidade para distinguir o português e o brasileiro. Um aluno que me entrega um trabalho onde está escrito "planejamento" em vez de "planeamento" ou "esporte" em vez de "desporto", das duas uma: não sabe mesmo distinguir as duas línguas ou, então, sabe, mas já nem sequer se dá ao trabalho de corrigir pois sabe (pela experiência) que o resultado será o mesmo. Ah, haverá ainda uma terceira possibilidade: as duas anteriores em simultâneo.

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