11 junho, 2009

ÉCRIRE, C'EST AVOIR LA PASSION DE L'ORIGINE (DERRIDA)

Em 1986, Eugénio Donato escreveu : " Constitui a natureza do poeta um conjunto de fragmentos do passado, cada um dos quais é uma representação textual sinedóquica."
"Ruiny pamieci. Fragmenty archeologiczne i artefakty tekstowe", trad. de D. Gostostynska, Pamietnik Literacki, 1986 nº3, p. 338.
Em 1999, eu escrevi : "Todo o poeta é um aedo. Juntam-se na sua voz, outras vozes, outras fórmulas, arquitextos de um imaginário colectivo milenar, onde o leitor e o poeta se entreolham na comunhão breve do tempo de um poema."
"Intersecções, derivações e transformações do mito em David Mourão-Ferreira", Boletim de Estudos Clássicos, 1999, nº31, pp. 133-144.
Eu não tinha lido Donato e ele, obviamente, não sabia da minha existência. Se o mundo é pequeno, o mundo das ideias, ainda que muito mais vasto, não há-de ser ilimitado. Mas é pena.

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