27 junho, 2009

ARMADILHAS QUE A MEMÓRIA TECE

Uma colega perguntou-me qual era o meu poema de amor preferido. Respondi, convicta, que não tinha poema de amor preferido.
Hoje, ao atravessar uma passadeira, tive um insight e vou ter de lhe dizer.
Eu decorei, aí por volta dos meus catorze anos, o meu poema de amor preferido. Não consigo lembrar-me do nome do autor, sei que estava num livro branco de capa rígida.
Aqui vai:
Quando tu morreres
deito-me na terra aonde tu fores dormir
e aí fico
até que o teu corpo seco
reconheça o meu corpo.

1 comentário:

jl disse...

Claro!
Tinha de ser um belíssimo poema!
É o amor total, até ao total despojamento e abandono de si mesmo.
Belíssimo, repito.