22 maio, 2009

SOCIOLOGIA


Faz hoje uma semana, assisti a uma conferência do prof. André Freire, um dos nossos mais conceituados sociólogos. O tema da conferência era " a esquerda e a direita na Europa actual".

O início foi muito interessante: as origens, os pressupostos filósoficos, as voltas que os conceitos de esquerda e direita deram ao longo do tempo, por exemplo, no início, a direita valorizava um estado mais forte enquanto a esquerda era a favor de uma liberalização, inclusivamente económica. O contrário de hoje.

Entretanto, emergiu o verdadeiro sociólogo: gráficos, gráficos e mais gráficos. Números, números e mais números. O que pensam os homens dinamarqueses e a mulheres italianas, mais os jovens espanhóis e os velhos franceses, sobre o que é ser de direita e de esquerda.

Não digo que não seja interessante. É. Mas sempre que oiço um sociólogo a falar, cheira-me sempre a lugares-comuns e a conversa de café, ainda que explicados de um modo "cientificamente elaborado", "empiricamente objectivo" e com base numa "linguagem conceptualmente imaculada". E que quando aplicado à realidade, pode tornar-se um pesadelo...

2 comentários:

Anónimo disse...

É evidente que a falta de literacia gera este tipo de comentários, as pessoas não entendem a sociologia e por isso é muito mais razoável dizer que é o "senso comum", tenham paciência, cultivem-se e depois se possível leiam um pouco, para depois não fazerem este tipo de comentários. A falta de cultura além de triste é marcante na sociedade portuguesa.

José Ricardo Costa disse...

Caro anónimo, não fale em iliteracia sempre que alguém não partilhe os seus pontos de vista. Eu tenho o direito de considerar a sociologia uma ciência absolutamente desinteressante e apenas um tipo de senso comum mais refinado.

JR