07 maio, 2009

COSMOPOLITISMO




Li, há uns meses, o Cosmopolitismo de Kwamme Anthny Appiah, que fala sobre a possibilidade de nos entendermos neste mundo de culturas tão diferentes mas cada vez mais próximas e obrigadas a viverem juntas. Já agora, informo que a tradução portuguesa é deplorável, devendo existir uma comissão técnica que proibisse a publicação deste tipo de traduções.

A tese de Appiah é engraçada. Para já, tira-nos logo as ilusões a respeito de uma qualquer ideia de "fraternidade universal" e partilha de valores comuns. Há, sem dúvida, valores comuns, mas somos intrinsecamente diferentes e iremos sempre achar estranhas as diferenças. Nunca nos iremos deixar de espantar com o exotismo de certas culturas e haverá sempre coisas de outras culturas que nem a brincar as imaginamos ao pé da porta.

Agora, isso não significa que não nos possamos aguentar uns aos outros e tentar compreender os outros. Eu posso considerar uma certa tradição de uma cultura exótica, um perfeito disparate. Mas poderei tentar compreendê-la e, dentro do possível, tentar tolerá-la. Ou seja, Appiah, estando longe de ser um idealista, não fecha as portas a um relativo entendimento.

Eu não pude deixar de pensar nisto a respeito do Gran Torino. Mesmo se pensarmos nos aspectos pessoais e biográficos do protagonista que poderão ajudar a entender o modo como se relaciona com os seus exóticos vizinhos, o que temos? Um tipo duro, com péssimo feitio, racista, mas que, a pouco e pouco, se vai ligando a pessoas de outra cultura, tentando compreendê-la e até absorvendo elementos dela.

É o que se passa comigo em relação ao catolicismo, apesar de eu ter melhor feitio do que o protagonista. Também acho o catolicismo uma coisa exótica e muito estranha. Terá mesmo coisas bizarras como andar 200 km a pé para abanar um lenço a uma boneca de loiça. Mas tento compreender e até sentir solidariedade com tais pessoas. E nada, mas mesmo nada no mundo, me faria mover uma palha para impedir as pessoas de o fazerem.

O nosso futuro deve passar por aqui.

2 comentários:

pvnam disse...

«........mini-spam........»
BANDALHEIRA EM ESTADO PURO

---> Os Bandalhos Brancos (a maioria dos europeus) não se têm preocupado em constituir uma sociedade sustentável (média de 2.1 filhos por mulher), e têm argumentado que se deve recorrer à imigração para resolver o problema demográfico!!!
---> Mas acontece que muitos imigrantes vêm de países (ex: islâmicos) aonde foi precisamente a repressão dos Direitos das mulheres (são países aonde as mulheres tratadas como úteros ambulantes) que permitiu uma boa produção demográfica... e consequente exportação de população.
---> Quando a população originária desses países dominar demograficamente a Europa (eles caminham para isso a passos largos) , quem (leia-se os Bandalhos Brancos - a maioria dos europeus) andou a proclamar que os imigrantes seriam os salvadores do problema demográfico, sabe muito bem que vai ter que comer e calar...,...
RESUMINDO: Os Bandalhos Brancos estão a liquidar os Direitos das mulheres... e a Liberdade de Expressão (veja-se os casos de Theo van Gogh, Geert Wilders, etc...).

---> Como não constituem uma SOCIEDADE SUSTENTÁVEL - isto é, uma sociedade dotada da capacidade de renovação demográfica - os Bandalhos Brancos procuram infiltrar-se em qualquer lado [ex: quer importando outros povos para a Europa... quer deslocando-se para o território de outros povos...], consequentemente, os Bandalhos Brancos são intolerantes para com a preservação/sobrevivência das Identidades Étnicas Autóctones...



ABRAM OS OLHOS: Não há tempo a perder com Bandalhos... antes que seja tarde demais, há que mobilizar, para o SEPARATISMO, aquela minoria de europeus que possui disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência...

Adília disse...

Começo por apontar que considero de mau gosto referir as populações ocidentais por bandalhos brancos. Não sei em que espécie é que o ilustre comentador se inclui.
Acrece ainda que me cheira a esturro, isto é, a chauvinismo e a racismo, a sua preocupação com a invasão dos países ocidentais por imigrantes de outras regiões e culturas.Claro que também a elite do Império Romano, no seu tempo, viu com hostilidade a infiltração dos povos bárbaros, mas nós no Ocidente fomos precisamente os herdeiros dessa fusão de culturas.
Por outro lado, a sua aparente preocupação com os direitos das mulheres, que eu partilho em absoluto, não me parece autêntica nem genuína porque se no Ocidente as mulheres conseguiram direitos isso deveu-se em grande parte à sua capacidade para controlarem a natalidade e se tornarem senhoras do seu próprio destino, entendi mal ou o prezado comentador quer reverter esta situação?
Para concluir só mais uma observação: assim como foi imparável a entrada dos bárbaros no Império também vai ser imparável a entrada de imigrantes pobres nos países mais prósperos e não me parece inteligente escamotear esta realidade, mas já será inteligente propiciar-lhes condições que não lhes permitam dominância cultural e que contribuam para que assimilem os valores positivos da nossa cultura que tantos séculos nos levaram a conquistar.