13 maio, 2009

AS TUAS CUECAS SÃO MAIS GIRAS DO QUE AS MINHAS


Eu sei muito bem como se resolvia isto, em Portugal. A resposta está nesta fotografia. Mas já estou a imaginar a reacção dos fanáticos dos direitos, liberdades e garantias. Nós bem gostaríamos de ser civilizados. Mas nunca teremos coragem para o ser.

8 comentários:

nefertiti disse...

Uma farda aliviaria-me do trabalho de escolher roupa...

Alice N. disse...

Desta vez, não estou nada de acordo consigo. Ok, haja decoro e respeito pelo espaço público que é a escola, mas fardas? Não, por favor. E olhe que não sou nada fanática, muito menos obcecada com trapos e até sou civilizada e tudo...

José Ricardo Costa disse...

Cara Alice N., para além do alívio referido por nefertiti, pensemos no seguinte:

1. A farda escolar torna todos os alunos iguais dentro da escola. Deixa de haver vaidades e afirmação social através da roupa. Haverá discriminação fora da escola mas, lá dentro, são todos iguais.

2. Os pais poupam imenso dinheiro em roupa.

3. Contribui para dignificar a escola enquanto instituição.

4. Contribui para uma cultura de escola que não existe.

JR

Alice N. disse...

Caro José Ricardo,

Não sei se é por causa do meu fundo um tanto rebelde, mas não consigo entender em que medida o uso de uma farda levaria a uma maior dignificação da instituição escolar e a uma cultura de escola. Os alunos poderiam andar mais engomados e aprumadinhos, mas duvido que, por si só, isso os levasse a respeitar e gostar mais da escola. Importaria, acima de tudo, termos condições para um ensino rigoroso e exigente, e a possibilidade de fazermos cumprir regras básicas de convivência.

Por outro lado, se todos os alunos se vestissem da mesma forma, isso só aparentemente os colocaria ao mesmo nível. Como sabe, as vaidades vão muito para lá do fato e o que certos alunos dizem uns aos outros, para afirmarem uma suposta superioridade, é muito mais preocupante e difícil de trabalhar. Além disso, com mais vaidade ou menos vaidade, penso que o vestuário é um pouco o reflexo da nossa personalidade e que, dentro de certos limites, cada um tem o direito de ser quem é. Falo por mim, pois odiaria que me impusessem uns objectos estranhos que nada têm que ver comigo.

Só concordo com o argumento da poupança. Essa é uma ideia simpática... :)

Estou cá a pensar: imagine que nos impusessem uma farda com uns brasões em louvor ao trio maravilha ou algo do género. Na minha escola, alguém era capaz de se lembrar de uma coisa semelhante. Meus Deus! Eu, simplesmente, morreria!

José Ricardo Costa disse...

Cara Alice N,

Credo, com essa dos brasões já conseguiu estragar-me a manhã!

JR

Alice N. disse...

Desculpe. Não tive essa intenção.

:(

José Ricardo Costa disse...

:)

nefertiti disse...

... livrar-me-ia do trabalho traumatizante matinal, sem dúvida. De manhã, logo quando acordo, sou ainda mais indecisa do que é habitual. Ter que pensar em cores, ter que interpretar o tempo, o meu estado de espírito... é-me muito difícil! : ))