26 abril, 2009

CLUBE DAS VIRGENS

Hoje, na secção P2 do Público, vem uma pequena reportagem sobre Margarida Menezes. E quem é Margarida Menezes? Trata-se de uma jovem portuguesa, de 26 de anos, com 1432 amigos no Hi5, que gosta de sair à noite, de cantar, de dançar, que já namorou, que já beijou. E que continua a ser virgem.
Até aqui, nada de estranho, excepto o facto de continuar a ser virgem aos 26 anos de idade. Mesmo assim, nada a registar. Não existem idades para perder a virgindade e ninguém tem nada que ver com isso. Agora, o que já me parece estranho é o facto de uma jovem portuguesa de 26 anos fundar um Clube das Virgens.
Ou seja, Margarida não é uma virgem normal. É uma virgem institucional. É virgem, orgulha-se de ser virgem e quer mostrar ao mundo que é virgem. Diz ela que é virgem por não ter encontrado ainda a pessoa certa que, cito, "me despertará o corpo e a alma. Estou à espera do meu príncipe encantado".
Eu acho o seguinte: encarar, assim, com tanta veemência e intencionalidade a sua não-sexualidade, será uma forma muito veemente e intencional de encarar a sua sexualidade. Ou seja, o que ela nos está dizer, provavelmente, sem disso se aperceber é que, na sua vida, o sexo é, na verdade, muito, mas mesmo muito, eu diria mesmo, muitíssimo importante. Tivesse ela já perdido a sua virgindade há muito e certamente que teria deixado de pensar tanto em sexo.

3 comentários:

addiragram disse...

:)) A criação de um clube é de muito mau prognóstico.

luisa disse...

Adorei muito o seu blog ..
Adorava poder trocar mais informaçoes consigo Margarida ..
Se me pode-se inviar o seu email.
Luisa

jl disse...

Absolutamente: o sexo é para ela importantíssimo. Mas talvez haja uma outra leitura: para ela (para algumas pessoas) a "entrega" ao "príncipe encantado" é, digamos, o coroar de uma relação única e para a vida...

Todos vivemos no mesmo mundo, mas os herois e os fantasmas não são os mesmos para todos!

E tudo isto tem a ver com a liberdade... Ou não será verdade?

Daí que não me repugne a intenção da moça em institucionalizar a situação, de certo modo, como ela a vê.

Respeito.
Apenas.