28 abril, 2009

À ATENÇÃO DAS FEMINISTAS


«É melhor» pensou, «estar vestida de ignorância e pobreza, que são os obscuros ornamentos do sexo feminino; é melhor deixar a outros o governo e a disciplina do mundo; é melhor estar livre da ambição marcial, do amor ao poder e de todos os outros desejos varonis, desde que se possam fruir em toda a sua plenitude os mais sublimes arrebatamentos do espírito humano, que são» - disse em voz alta, como era seu costume quando estava profundamente comovida- «contemplação, solidão, amor».
«Graças a Deus que sou mulher!», gritou (...).
Se retirar destas palavras as referências ao sexo feminino, que eu sou pessoa para prezar muito a minha testosterona, subscrevo por completo estas belas palavras.

8 comentários:

Alice N. disse...

Belas palavras, de facto, e que também subscrevo, ressalvando, no entanto, o seguinte: a solidão só é boa quando consumida com muita moderação. Encontrar momentos de solidão é absolutamente indispensável para o equilíbrio e saúde mental, mas a verdadeira e duradoura solidão, essa, é como um cancro que nos vai corroendo a alma e roubando à vida...

Woman Once a Bird disse...

E eu atendo...
http://umblogquesejaseu.blogspot.com/search?q=virginia+woolf
:)

Woman Once a Bird disse...

Peço desculpa, apenas queria referir o primeiro excerto.

José Ricardo Costa disse...

Cara Alice N,

Naturalmente que a solidão, aqui, será no bom sentido da palavra. A essa solidão que refere no comentário chamo eu "isolamento".

Cara WOB,

Esse excerto, suponho, vai ao encontro do meu. As mulheres, à sua maneira, acabam por dominar e viver melhor que os homens. Acho que estou a ver bem a coisa.

JR

Woman Once a Bird disse...

Sim, a minha intenção era ir ao encontro do excerto que escolheu. Só não sei se será uma questão de género.

José Ricardo Costa disse...

Pois, eu também não sei. Provavelmente no tempo de VW fizesse mais sentido.

JR

Adília disse...

Prezo muito a Virgínia Woolf, mas não resisto a perguntar: já pensaram bem nas condições que têm de estar satisfeitas para se poder «fruir em toda a sua plenitude os mais sublimes arrebatamentos do espírito humano»?

José Ricardo Costa disse...

Cara Adília,

Serão,naturalmente, as condições básicas para um ser humano ser feliz. Depois, basta a contemplação, a solidão e o amor.

JR