19 abril, 2009

2009


Há pouco, no cinema, dou por mim com um calor insuportável e cheio de vontade de tirar a camisola e apanhar ar fresco. Entretanto, chega o intervalo. Logo no início da segunda parte começa a sair ar fresco de um ventilador que estava mesmo ao meu lado.

Percebi tudo. No bar do cinema as águas são vendidas a um preço vergonhoso. O mesmo se passa com a coca-cola. Claro que, nos intervalos, há um êxodo na direcção do oásis.

Não há muito tempo, revi o excelente 1984 de Michael Redford. Pelos vistos, no cinema, já não são apenas os filmes que podem ser políticos e ideológicos. Ver cinema é também um acto político. E de resistência.

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