03 março, 2009

UMA DISCUSSÃO INQUINADA

O Vaticano irá discutir a teoria do "desígnio inteligente" de acordo com a qual é possível encontrar sinais de Deus na evolução das espécies. Para compor o ramalhete e provar a sua grande isenção, aos teólogos ir-se-ão juntar biólogos moleculares, paleontólogos, antropólogos e filósofos.

Digam o que disserem os eminentes cientistas, os teólogos irão sempre encontrar sinais de Deus na evolução das espécies pelo simples facto de desejarem aí ver sinais de Deus, visto que, para eles, o mundo não faz sentido sem sinais de Deus. A fé não se limita a mover montanhas. Faz ver montanhas mesmo que lá não estejam.

2 comentários:

Eulália Tadeu disse...

Se dizemos que um robot, para agarrar um objecto, necessita de "inteligência artificial", estamos a ser modernos. Mas quando dizemos que para "a gazela fazer a chita e a chita fazer a gazela" talvez, quiçá, porventura, seja necessária uma inteligência exterior, estaremos a ser de um catolicismo preconceituoso?

José Ricardo Costa disse...

Cara Eulália. Não vejo que seja moderno afirmar que um robot, para agarrar um objecto, necessita de "inteligência artificial". É um simples juízo de facto, objectivo, como dizer que a água se pode apresentar no estado sólido. Quanto ao outro exemplo, não consigo ver qualquer ligação na relação entre a gazela e a chita e o catolicismo. Porquê o catolicismo e não o protestantismo ou a religão ortodoxa? O catolicismo, em si mesmo, não é uma teoria da natureza ou do universo e, como tal, não pretende explicar seja o que for