18 fevereiro, 2009

SEXO, SEXO, SEXO

Quando eu encontro uma mulher no supermercado e damos dois beijos, não penso que estou a falar com uma heterossexual. O mesmo se passa se encontrar um homem e lhe apertar a mão.
Porém, não vou pensar mais nisso pelo simples facto de esse homem ou mulher serem homossexuais. Ver uma mulher ou um homem não implica pensar em sexo. Há pessoa para além do sexo da pessoa. Há um ser humano para lá das suas zonas erógenas e do que faz, sexualmente, com outros seres humanos. Ainda há pouco tempo, no cinema, encontrei um amigo meu e enquanto estive a falar com ele, não pensei em estar a falar com um homossexual.
Valorizar a homossexualidade num homossexual significa valorizar a sexualidade num ser humano. É o que fazem os padres de barrete vermelho e saiotes rendilhados. Pensa essa escumalha mais em sexo do que eu em pastéis de nata. E eu adoro pastéis de nata.

2 comentários:

Marteodora disse...

Na realidade, ser-se homossexual é muito mais uma questão de afectos e está muito para além da questão meramemte sexual. Biologicamente, um ser humano pode retirar prazer sexual com uma pessoa de sexo diferente, ou com uma pessoa do mesmo sexo. Mas, pelo simples facto de ter sexo com uma pessoa do mesmo sexo, não faz de ninguém homossexual.
Além disso, ser homossexual não é na maioria das vezes uma opção tomada pelo próprio, tipo "agora vou ser homossexual", ou "apetece-me tanto ser homossexual".
Um homossexual não decide ser homossexual. É homossexual e pronto. Só um pensamento hipócrita não vê isto.
Aliás, não percebo isto da Igreja se meter na vida sexual das pessoas. Que entenderá sobre este assunto? Não estão os padres, bispos, arcebispos, cardeais e etc. obrigados a castidade?

addiragram disse...

O moralismo e a concomitante repressão/negação só podem trazer esses resultados! E um viva aos pastéis de nata!