17 fevereiro, 2009

ENSAIO SOBRE A AMNÉSIA

Munch- A Dança da Vida
Cientistas holandeses, graças a um composto chamado porpranolol, estão em vias de criar uma pastilha que permite apagar da memória as más recordações. Acho uma ideia simpática. Duvido é que tal pastilha venha alguma vez a ser comercializada. Alguém imagina uma sociedade de gente amnésica?

2 comentários:

Alice N. disse...

Eu sou daquelas pessoas que, por vezes, gostaria de poder apagar da memória momentos menos bons e dolorosos. Há algum tempo, porém, vi O Despertar da Mente, um filme que não é excepcional mas tem uns apontamentos interessantes. Este modificou completamente a minha postura quanto ao assunto. Dei-me conta que seria terrível ficar sem as minhas recordações, mesmo as mais difíceis, porque ninguém é como é por acaso; ninguém vem do nada. Eu sou as minhas memórias – as boas e as más – e se as apagasse, seria como apagar parte de mim mesma. Faz parte do crescimento sabermos lidar com as nossas vivências, mesmo as indesejáveis, por isso, jamais seria cliente desses senhores holandeses que se dedicam a tão tenebrosa invenção.

addiragram disse...

Nós somos a nossa história!

Quanto à possibilidade de comercialização do produto tudo irá depender dos estudos de mercado que o laboratório fizer...
Não nos esqueçamos como técnicas supostamente terapêuticas (mas que tantos danos causaram) foram usadas quase como solução mágica. É um risco que todos corremos.