17 fevereiro, 2009

CRIACIONISMO

Eu entendo por que razão as pessoas preferem uma explicação criacionista. Se me disserem que a Terra é o resultado aleatório de uma cadeia de reacções físico-químicas num Cosmos escuro, frio, vazio e silencioso, e o Homem o produto de uma cega e mecânica evolução biológica sem quaiquer fins ou sentido, num Cosmos escuro, frio, vazio e silencioso, admito que seja coisa que não me conforte por aí além. Mas se me disserem que a Terra foi feita por um Deus em seis dias e o Homem feito à sua imagem e semelhança, tal como um pai e uma mãe fazem um filho à sua imagem e semelhança, certamente que irei dormir mais descansado.

2 comentários:

Marteodora disse...

Ainda assim, deixa-me que te diga, que a história da costela não me conforta por aí além!
Aliás, é uma história bem triste essa da mulher ser resultado de uma costela...de um homem.
Que raio de coisa :s
Deve ser resultante da obrigatoriedade de castidade na hierarquia da Igreja Católica. É que, para além de só os homens (sexo masculino) poderem aspirar a essa hierarquia (insegurança pura face ao feminino, vá-se lá saber porquê), o dever de castidade, que determina que não possam ter filhos, impeliu-os a acreditarem na história da costela.
É que lhes deve dar uma satisfação tremenda o facto de a mulher ser resultado de uma costela. É que uma costela, de facto, não mete medo a ninguém, nem muito menos faz sombra alguma!

José Trincão Marques disse...

A propósito do criacionismo e do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, com algum atraso, descobri no blogue «som da tinta» uma interessante carta de Álvaro Cunhal escrita na cadeia, em 6 de Outubro de 1951 (com 37 anos de idade), ao Director da dita, que revela uma fina ironia e um grande sentido de humor para quem estava preso (posts de 17 e 18 de Fevereiro de 2009).

Poucos Directores de Estabelecimentos Prisionais se podem gabar de ter recebido cartas destas.

http://som-da-tinta.blogspot.com/