10 janeiro, 2009

SPES, ULTIMA DEA

Não há dúvida de que, quando a tresloucada Pandora conseguiu fechar a caixa, felizmente lá ficou a Esperança.
Hoje tive uma prova disso: entrei na livraria de uma superfície comercial porque vi, na montra, um livro sobre fotografia que suspeitei iria agradar ao recém-existencialista cá de casa. Quando saía da caixa, reparei na prateleira da literatura infanto-juvenil. Qual não é o meu espanto quando vejo, no meio das clássicas Isabel Alçada, Ana Maria Magalhães, Matilde Rosa Araújo, Alice Vieira, Amor de Perdição, As Pupilas do Senhor Reitor, A Rosa do Adro (!), A queda de um anjo, e outros que tais.
O dono da livraria é, definitivamente, um homem esperançoso.

Sem comentários: