31 janeiro, 2009

PREMONIÇÕES

Eis uma das coisas que os blogues têm de bom e que me faz, há muito, ser seguidor de alguns. Graças ao Metafísica do Esquecimento, fui dar com esta interessantíssima ilustração de 1910 que previa como iria ser o ensino no ano 2000, portanto, uma coisa absolutamente futurista. Mas o futuro aí está.

Eu só peço que olhem para o professor do lado direito. Ele não faz nada, limita-se apenas a despejar os livros para uma máquina que os transforma automaticamente em sons. Assim sendo, o professor nem sequer precisa de saber ler ou escrever ou possuir uma sólida formação científica.

Sabia que, neste momento, em Portugal, no seu processo de avaliação, os professores podem dispensar a componente científica e pedagógica? O que já não podem dispensar, ou seja, é mesmo obrigatório avaliar, são coisas tão estúpidas como a relação do professor com a comunidade educativa ou a participação em projectos.

Para o ministério da educação é muito mais importante saber se o professor andou a fazer crepes no bar da escola no dia do Francês ou se o professor de História andou a cantar o Grândola Vila Morena no 25 de Abril com os seus alunos, do que saber se domina cientificamente os temas que lecciona ou se os expõe correctamente perante uma turma de 28 alunos.

Há mesmo coisas premonitórias.

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