09 janeiro, 2009

NIHIL

Numa destas manhãs de frio, eu escrevi um postezinho intitulado Valerá à pena elogiar a loucura? Era uma inocente metáfora que se pretendia irónica. Escrevi e não me lembrei mais do assunto. Recebi comentários muito agradáveis: de Margarida Teodora, tão gentil; de Alice N, sempre doce e afável; do meu queridíssimo JLF; de um inesperado senhor brasileiro, em cujo nome paira o aroma dos palacetes antigos na praia do Botafogo. E dois comentários de um senhor que habita uma República de bananas.
Ora bem, esse senhor não compreendeu as minhas palavras e o seu comentário saiu completamente ao lado. Aliás, já aconteceu em outras ocasiões. Quando este blogue foi criado, decidimos que só não publicaríamos os comentários obscenos ou ofensivos. Não é, de todo, o caso. O senhor limitou-se a não saber interpretar. À luz do Código Penal português (o estimado Trincão Marques me corrigirá se estiver errada) não constitui infracção não saber interpretar. Enfim, não saber interpretar pode conduzir a actos potencialmente puníveis, mas isto já é uma derivação colateral.
Os comentários foram publicados e pronto. Não estava era eu à espera da quantidade de mails e telefonemas de amigos e conhecidos que me perguntavam, com insistência, por que razão não respondia eu àqueles dois comentários. Não respondi porque o senhor nada diz e, ao nada, nada se pode responder.

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