09 janeiro, 2009

INCONTORNÁVEL

É indispensável ler, na Visão desta semana, a coluna "Sexto Sentido" de Filipe Luís, intitulada "Patos-bravos".

2 comentários:

Alice N. disse...

Estive no Convento de Cristo há alguns meses. Há muitos anos que não visitava aquele belíssimo monumento. Ia contente e esperançada, pois, decorridos tantos anos desde a última visita, estava convencida que, finalmente, iria ver a lindíssima charola.
Qual quê! Não podia ter ficado mais desolada. A charola continua em obras de restauro, ou melhor, os andaimes continuam lá... E já decorreram VINTE anos desde o início das obras (1988!). Poderão os especialista alegar as dificuldades do projecto, mas há outros sinais evidentes de desleixo, daquele deixar andar tão tipicamente português e de uma inaceitável despreocupação em relação ao público. O maior sinal dessa incúria é a famosa e deslumbrante janela manuelina. É uma dor de alma olhar para ela! Mais do que o retrato do que fomos, está ali o retrato do que somos!
Para completar o ramalhete, a informação disponibilizada é escassa, a "loja" uma vergonha e visitas guiadas uma miragem (vi alguns estrangeiros perfeitamente perdidos e senti vergonha por não sabermos receber quem nos visita).
Um país que assim despreza a sua memória e o que as gerações passadas nos legaram é necessariamente um país sem futuro. Ou melhor, não é um país. É um sítio.

Marteodora disse...

A propósito deste post e do artigo em questão, fica o seguinte:
em Março do ano passado, recebemos, em Torres Novas, um grupo de especialistas europeus em Educação, que, no âmbito de um conhecido programa europeu vieram saber um pouco mais acerca do nosso sistema educativo.
Como é normal nestas ocasiões, fizemos questão de levar os nossos visitantes ao famoso monumento de Tomar.
Devo dizer que a visita foi acompanhada por mim, pela Margarida Moleiro e pela Sandra Cadima e foi confrangedor observar que os guias não conseguiam articular um discurso coerente, em Inglês, para que todos entendessem o contexto dos vários locais do Convento.
Por exemplo, pasmei aquando perante um colega turco tive de ser eu própria a ajudar a guia, que não sabia, em Inglês, como dizer Muçulmanos.Outros seriam os exemplos.
Bom, sorte a deles (dos nossos colegas) que eu e as minhas colegas sabemos de Inglês e História o suficiente para dar as explicações em falta.