20 janeiro, 2009

ICH BIN EIN BERLINER

Sim, quem me conhece sabe do meu desprezo pela América. Sempre achei que o facto de a América ser uma civilização ainda não amadurecida dá aos americanos um permanente ar de novos ricos. Sabem que embirro com muitos gestos que colidem com a minha profunda e orgulhosa matriz europeia.
Assim sendo, alguns colegas estranharam, hoje na escola, que eu tivesse dito que não queria perder nem as imagens da tomada de posse de Obama, nem o discurso.
Uma colega acusou-me, até, de só prestar atenção ao, agora, empossado presidente porque ele tem um ar aristocrático. É verdade, assino por baixo, mas não é só por isso. Essa é apenas uma das razões pelas quais eu gosto de Obama. Uma razão, entre muitas outras razões.
O que é certo é que, hoje, eu fui Audrey Hepburn espreitando a montra da Tiffany's; usei uma capeline branca como as personagens de Fitzgerald; cantarolei baixinho Cry me a river; bebi um café enquanto descia a 5th Avenue e, até seria capaz de jurar, ouvi o Clark Gable dizer-me, indiferente, Frankely, my dear, I don't give a dam.

GOD BE, MISTER PRESIDENT

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