14 janeiro, 2009

GUILTY/NOT GUILTY

Quando, hoje, ia a sair da escola à hora de almoço, no meio da habitual confusão junto ao portão, pisei ligeiramente o pé de uma aluna que ia à minha frente. De imediato, volta a cabeça para trás enquanto grita "Foda-se" com uma veemência que lhe permitiria fazer-se ouvir a uma considerável distância, olha para mim com ar reprovador e volta de novo a cabeça para a frente. Eu, pobre docente desarmado, como reacção ao meu desastrado gesto e à vernacular reacção da discente, limitei-me, com um sorriso comprometido, a pedir desculpa no momento em que aluna para mim se virava. Como depois de eu lhe ter pedido desculpa, a aluna não voltou a ter qualquer reacção, fiquei sem saber se cheguei a ser ou não perdoado.

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