04 janeiro, 2009

DA INCOMPREENSÃO

Numa destas tardes apressadas pelas últimas compras, troquei algumas palavras com uma pessoa que encontrei. Quando começava a frase:
- Mas a senhora não acha ...
fui brusca e rispidamente interrompida. Pelos vistos, a pessoa preferia um tratamento de "você" ou de "tu" ou de sabe-se lá e saiu-se com esta pérola:
- Eu não sou uma senhora!
Que todos os deuses me perdoem, mas não pude evitar retorquir:
- Se o diz, quem sou eu para o negar?
Não entendeu e continuou a conversa.
Sou uma pobre incompreendida.

1 comentário:

Anónimo disse...

Ele há, realmente, criaturas (emprego o termo, intencionalmente, como o faria A Lobo Antunes)!…

Curiosamente, essa atitude trouxe-me à memória uma frase da mesma pensadora, ora manifestamente incomodada e confessadamente incompreendida, acerca da aristocracia… E parafraseando essa máxima eu diria que há uma pobreza que sobreleva a qualquer outra: a de espírito.

jl