12 dezembro, 2008

O PEDÓFILO E A MINISTRA DA EDUCAÇÃO



Jean-Michel Basquiat, Catharsis

Não devo estar longe de poder ser considerado a pessoa mais pacífica do mundo. E digo "devo" apenas porque há seres vivos como as moscas e as melgas que poderão não concordar com a confissão. Mas há qualquer coisa de estranho dentro de mim quando vejo notícias como esta. Imaginar um pedófilo, alguém que deixou marcas irreversíveis em crianças para o resto das suas vidas, cheio de sangue e com ferimentos nos órgãos genitais, provoca-me algum prazer.

Claro que o ser racional que há em mim, o dr Jekyll que há em mim, o leitor de kant que há em mim, o homem que prefere o Areópago às Erínias que há em mim, me diz que esse não deve ser o procedimento correcto e que as sociedades têm formas mais civilizadas de castigar as pessoas. Mas, enfim, é mais forte do que eu.

Passa-se com este caso do pedófilo o mesmo que com a história da ministra da Educação e dos ovos. Se me perguntarem o que acho da ideia de haver alunos a atirarem ovos para cima das ministra, obviamente que o meu lado civilizado irá rejeitar tal ideia. Isto, claro, no café, na sala de aula, numa reunião.

Mas, no meu íntimo, é também uma ideia que não pode deixar de me dar um enorme prazer e divertimento. Confesso, porém, excessiva, a ideia de imaginar a ministra da Educação coberta de sangue e com os órgãos genitais feridos.

2 comentários:

Alice N. disse...

Sangue? Impossível, porque naquelas veias não corre uma gota de sangue. Apenas veneno.
Imaginá-la morta também não, porque ela é a própria morte.

José Ricardo Costa disse...

As suas palavras provam que a eloquência não tem de estar necessariamente longe da verdade.

JR