26 dezembro, 2008

DA MÁGOA, DO RESSENTIMENTO E DA FÚRIA

Falar cinco línguas vivas e duas mortas não traz a felicidade a ninguém. Acreditar que o conhecimento é um anel de brilhantes no nosso dedo, é mentira. Tirar de nós para dar a outrem, é inútil.
Há mulheres, juro por Zeus olímpico que as há, que dão cinco erros ortográficos por cada palavra que escrevem, que julgam que os irmãos Karamazov jogam no Vitória de Setúbal,cujo quociente de egoísmo é bem mais alto do que o da inteligência. E, vá lá compreender-se porquê, conseguem, num ápice, o que outras matariam para conseguir.

"-Mundo muito mal feito,senhor Afonso da Maia, mundo muito mal feito." Diria Vilaça n'Os Maias.

Agora, caríssimos leitores e, sobretudo, leitoras, restam duas hipóteses:

1. Bater com a porta. Há um inconveniente: as portas modernas, ao contrário da estreiteza das celestes, passaram a ser demasiado pesadas
2. Guardar a mágoa. Aquela mágoa que nem no leito de morte se perdoa.

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