19 novembro, 2008

PENSAMENTOS PENSADOS

Ontem, numa aula, abordei o problema da liberdade e do determinismo. Quando apresento uma teoria gosto sempre de a defender. Desta vez, defendi a tese de que não somos livres de querer o que queremos e de escolher o que escolhemos.
Uma aluna contestou, e eu, para demonstrar a minha tese, perguntei-lhe que curso gostaria de tirar. Ela disse que estava a pensar tirar Medicina. Perguntei-lhe então por que razão iria tirar Medicina. Ela respondeu que iria fazê-lo para poder ajudar os outros.
Dizer isto é tão válido como dizer que se quer ir para Arquitectura para fazer casas para os sem abrigo ou ir para Engenharia Civil para permitir aos outros atravessarem pontes e estradas.
Isto mostra que nem nos nossos pensamentos somos livres de pensar o que pensamos e que somos mais pensados do que pensantes.

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