26 novembro, 2008

BERENGÁRIA DE PORTUGAL

Há tempos, andei à procura de retratos de princesas mortas. Uma daquelas demandas que faço de vez em quando por razões que ninguém entende. Encontrei muitos retratos e muitas princesas. Tristes infantas defuntas, tristes retratos de princesas de casas reais depostas havia séculos, sentadas hieráticas, vestidas de seda branca com o diadema da família a prender-lhes o véu de noiva. Eram retratos dos anos 20, 30, 40, mas todas elas pareciam tão antigas como se chegassem do fundo dos séculos.
Lá pelo meio apareceu esta imagem de Berengária, uma das filhas mais novas de D. Sancho I, o da Ribeirinha, e de Dulce de Barcelona. Após a morte da mãe, levam-na para o Mosteiro do Lorvão onde é educada junto da irmã abadessa. Em 1213, na Páscoa, casa com Valdemar II da Dinamarca. Como seria ir por essa Europa acima, com dezanove anos, em 1213? Berengária tem um rosto moderno e uma boinazinha à banda que nem uma estudante de Erasmus. Parece até que a conhecemos.

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