27 outubro, 2008

TRISTES TRÓPICOS

Ontem, vi, na berma da A1, num enorme cartaz que publicitava o que me parecia ser uma zona residencial. Tinha o incrível nome de Valle dos Reis. Comentei com o Zé Ricardo que não deverá ser fácil morar num sítio com nome de necrópole egípcia.
Rimos um bocado e, mais adiante, novo cartaz. Observando melhor, reparei, então, que o Valle dos Reis era, na verdade, um complexo residencial mas de residências especiais, eufemisticamente chamadas residências assistidas. Trata-se, lato sensu, de um lar para a 3ª idade, sob forma de condomínio, confortável, pós-moderno.
Tudo certo. Mas quem terá tido a disparatada ideia de lhe chamar Valle dos Reis?
Só se for para lembrar ao viajante que é um ser-para-a-morte e que poderá aguardá-la, sob o alto patrocínio de Anúbis e Heidegger, na lezíria ribatejana, confortavelmente.

2 comentários:

Anónimo disse...

Tenho cá na ideia...
Bom, mas adiante.

Ah! Mas eles são gémeos! Iguaizinhos.
Nem sei qual deles o pior...

Chi! Mãezinha!
Que maldade!

Não, inveja não é.
Talvez incompreensão e falta de sensibilidade: terríveis insinuações relativamente a tão desinteresadas e pias obras!

Pias?
Não, essas não
Ah, pias!
Isso sim.

Fiquem bem

abrs
jl

Anónimo disse...

E já agora porque não: tristes trópicos de tropicais tristonhos trigueiros tragando travos tragos e tremendo de tramados tiranos que troam trovejos tremendos!

jl