14 outubro, 2008

O RISO DA MULHER TRÁCIA

O filho de um colega meu disse à sua professora primária que tinha ido ao Mosteiro da Batalha e que tinha lá visto gárgulas. A professora riu-se e disse que não era gárgulas, que eram dráculas. A criança, confiando nos ensinamentos do pai, disse que não eram dráculas, que eram mesmo gárgulas. A professora, sem deixar de rir, disse que gárgulas não existiam, e que o que ele deveria querer dizer seria mesmo dráculas.

Quando soube deste episódio não pude deixar de pensar na história de Tales de Mileto e da escrava trácia, contada por Aristóteles. Uma noite andava Tales a observar as estrelas quando caiu num buraco que estava mesmo à sua frente. Naquele momento, passava por ali uma jovem escrava trácia que se fartou então de rir à custa do filósofo, por este não ver o que estava mesmo à frente dos olhos por andar a olhar para as estrelas.

Tales de Mileto é um dos sete sábios da Grécia. É considerado o primeiro filósofo, criou um teorema, que tem o seu nome e, segundo Heródoto, conseguiu prever um eclipse do sol.

Da escrava trácia não se soube mais nada.

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