09 outubro, 2008

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE SEMEIA CANÇÕES NO VENTO QUE PASSA

Quando ela ler este post vai ficar zangada comigo, mas quero lá eu saber. Se há coisas que gosto de manter recatadas e em silêncio, outras há que me sinto no dever de apregoar urbi et orbi.

Passemos aos factos: decorreu na Gulbenkian um Congresso Internacional, comemorativo dos 85 anos de Eduardo Lourenço. No sétimo painel, o que era dedicado à Filosofia e Ensaísmo, foi oradora Teresa Rodrigues uma professora da minha escola, com uma comunicação intitulada Eduardo Lourenço, hermeneuta do imaginário.

A Teresa é licenciada e mestre em Filosofia, com uma brilhante dissertação sobre Eduardo Lourenço.

Isto devia ser uma notícia banal. Ou nem devia ser notícia. Infelizmente é. Aquilo que deveria ser o cerne da actividade de um professor, o seu enriquecimento científico e cultural, enriquecimento contínuo que beneficia não só o próprio mas os seus alunos, foi completamente desvalorizado.

Aquilo que se pede a um professor é que dê a sua aula nos limites da mediania, que se dedique a infindáveis e inúteis burocracias, que nunca perca a paciência perante um aluno malcriado e que se deixe humilhar por encarregados de educação tão malcriados quanto os filhos.

Felizmente, conheço muitos professores que continuam a dar aulas de grande qualidade e a suportar o resto como a cruz que, pelos vistos, todos temos de carregar.

A Teresa é professora, Coordenadora de Grupo, Directora de Turma. Mas esteve lá, na frente do próprio, a falar sobre ele. Dêem-se ao trabalho de ler os nomes que integravam a lista de participantes. Era a nata.

Apetece-me dizer como os as alunos : Yes!!

1 comentário:

Anónimo disse...

'Tou a ver.
E alinho no coro: YEEEEEeeeeeessss!

jl

DDT: a Milu não dará uma reprimenda à "stôra" Teresa, pelo abuso e ousadia?

jl