21 outubro, 2008

A FLOR E O ESTRUME

Na introdução de La Poétique de L'Espace, diz Gaston Bachelard que explicar um poema através de uma perspectiva psicanalítica é como explicar a flor através do estrume.
Não é agradável, é mesmo uma forma fria e impessoal de compreender um poeta. Mas este também não se deve sentir desmoralizado perante tal perspectiva. Basta pensar no belo panorama que se irá encontrar quando não se vislumbra qualquer flor.

2 comentários:

José Trincão Marques disse...

Conheces, certamente, o poema «O Estrume», do Mário de Sá-Carneiro...

http://books.google.com/books?id=7wfkzhHMfpUC&pg=PA33&lpg=PA33&dq=estrume+m%C3%A1rio+de+s%C3%A1-carneiro&source=bl&ots=K991jkdwLX&sig=RdwplPQgBjtTHtKLZFBHC3zEO_M&hl=pt-PT&sa=X&oi=book_result&resnum=1&ct=result

José Ricardo Costa disse...

Não conhecia. Já estive a lê-lo e gostei bastante. Para 18 anos de idade não está nada mal.
Obrigado pelo poema, o qual, espero, dispensa qualquer interpretação psicanalítica.