29 outubro, 2008

CAMARADA LAVOISIER

Se quisermos compreender a tragédia do ensino em Portugal, teremos de regredir até ao passado revolucionário, maoista e estalinista da actual ministra da educação.
A ilusão comunista que, na companhia do nazismo, conduziu aos maiores pesadelos do século XX, partia do pressuposto de que a realidade poderia ser transformada através de uma planificação laboratorialmente conduzida. A realidade podia ser a fome, a miséria, a repressão, mas o delírio utópico de muitos via nisso uma espécie de dores de crescimento, normais no caminho para o paraíso.

As estatísticas, os números, a propaganda, mostravam a superioridade do modelo, concebido por iluminados que não percebiam nada da realidade mas a quem as verdades eram sobrenaturalmente reveladas. Só que a prática mostrava exactamente o contrário.

A farsa que existe hoje no actual sistema de ensino resulta de uma ideologia e atitude mental muito semelhante. Pessoas que fizeram cursos, depois mestrados, depois doutoramentos, que escreveram livros e vão a colóquios e conferências, consideram que, através de leis e mais leis e mais leis, ou de manipulações burocráticas, a realidade atinge a perfeição desejada. Depois, o desejo de ver uma determinada realidade faz-nos ver essa mesma realidade ainda que para isso se faça muita batota e malabarismos estatísticos.

O Estalinismo é como a natureza. Não ganhou nem perdeu. Apenas se transformou.

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