Ontem à noite, pas chez Maud,mas chez moi, deu-me para ler Pascal. E lá fui parar ao incontornável §206. Sim, esse mesmo: "O silêncio eterno destes espaços infinitos apavora-me".
Meu deus, acho isto tão juvenil. Em verdade vos digo: quanto mais velho estou, e estou a ficar velho, mais esse silêncio eterno me apazigua. Basta-me a luz das estrelas para me iluminar o caminho.